Palmilhas e calçados adequados: Grandes aliados do diabético

Palmilhas e calçados adequados: Grandes aliados do diabético
por Márcia Nogueira
Pés Diabéticos

Sabemos que a pior seqüela que pode atingir os portadores de diabetes é a gangrena (decomposição de tecidos do corpo), que leva o indivíduo a uma cirurgia radical, eufemismo médico para a amputação. Não temos notícias de outra forma eficaz de evitar esse recurso extremo, mas muitos estudos caminham para esse objetivo. Tratamentos alternativos, embora caros, estão sendo desenvolvidos no Brasil com muita eficácia.

O maior ponto fraco dos pacientes diabéticos são os pés, pois, basta uma ferida não cicatrizada (mal perfurante plantar) num dos dedos e logo o pé e a perna pode estar comprometida, levando à amputação.

Um grande recurso que pode ser  utilizado para maior proteção dessa região tão vulnerável, que atinge em torno de 20% da população do Brasil com mais de 60 anos, são as palmilhas anatômicas, desenvolvidas por especialistas que podem reduzir drasticamente a incidência de gangrenas.
Palmihas Diabéticos
A busca da palmilha ideal vai ao encontro também da busca do calçado ideal. Confeccionar um calçado sem costuras, macio que dê ao diabético o máximo de conforto, feito com um material que facilite a transpiração, evitando assim a formação de micoses, tão prejudiciais a quem tem a doença, é a meta principal dessa pesquisa, que é precedida por outra proposta: traçar o perfil do pé do brasileiro, incluindo os pacientes diabéticos no universo da pesquisa, para aprimorar ainda mais o  produto final. Com certeza ao se confeccionar um calçado que atenda às necessidades dos diabéticos, com certeza esse produto irá satisfazer os consumidores em geral.
Sandália diabético

Os testes foram feitos no Núcleo de Biomecânica. Esse trabalho consiste em 2 etapas: na primeira os voluntários ficam em pé sobre duas palmilhas eletrônicas, que carregam 960 sensores em suas superfícies. Essas palmilhas são ligadas ao F-Scan, um sistema de computador  desenvolvido por uma empresa americana, que projeta numa tela a distribuição de pressão e força na planta de um pé e outro, conforme o apoio do peso de cada indivíduo. Em seguida, a mesma operação é realizada com a pessoa em movimento, utilizando palmilhas envolvidas por meias. Esse teste além de oferecer dados importantes em relação aos diabéticos tem servido também para a avaliação de técnicas cirúrgicas em pés chatos.

Como resultado desse primeiro teste, foi tirada a seguinte conclusão: os pontos da planta do pé em que ocorrem as maiores pressões do peso do corpo são o retropé (região do calcanhar) e a cabeça do metatarso (próxima dos dedos). Entre os diabéticos, porém, essa pressão se faz sentir mais, pela ordem, na cabeça do metatarso, no mesopé ( região do meio) e no retropé.Conclusão: os diabéticos pisam de forma diferente das pessoas que não o são.

Considerando-se que após dez anos da manifestação do diabetes, caso o paciente não tiver controlado a taxa de açúcar no sangue, terá perdido  quase que totalmente a sensibilidade na planta dos pés, não saber onde aperta o sapato, pode literalmente ser o início de um grande problema. Pessoas com sensibilidade nos pés, ao sentirem desconforto ao caminhar ou manter-se em pé por um longo tempo, tendem a modificar o ponto de maior atrito com o solo. Já o diabético, por ter perdido a sensibilidade na região, pode desenvolver calosidades que podem vir a se tornar um mal perfurante plantar tornar irreversível a amputação. As internações hospitalares de diabéticos que irão sofrer amputação, variam de 25% a 30 %.
Resultado Experiência

Como resultado dessas experiências, a palmilha que os pesquisadores buscam será aquela que, ao receber a pressão sobre um determinado ponto, seja capaz de redistribuí-la para outras regiões da planta do pé. Pesquisa essa que depende do trabalho dos profissionais em biomecânica mais a descoberta do material mais adequado para a sua fabricação.

Até que se tenha uma solução 100% satisfatória, continuam valendo as medidas profiláticas, que devem ser passadas para os pacientes diabéticos e aqui entra a grande importância de nós, podólogos, como orientadores de nossos clientes, os informando dessas importantes medidas como: o corte correto das unhas, cuidados com os calos e hidratação da pele, além do uso de calçados especiais, macios e de bico largo. E, para as mulheres, a proibição de salto alto, bico fino e meias sintéticas.

Medidas profiláticas podem diminuir em até 50% as chances de uma cirurgia radical.
Obs.: Imagens Internet

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