Balancas nao podem ditar regra

Balanças não podem ditar regra
por Regina Niglio da ADJ

Regina Niglio

Quem quer perder peso ou, simplesmente, manter a silhueta sem alterações pode encontrar na balança uma amiga fiel ou, ao contrário, uma inimiga permanente. Tudo depende de como utilizar esse equipamento e da personalidade de cada um, explica a psicóloga Regina Niglio, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), de São Paulo.

Há quem entre em uma dieta de emagrecimento e queira acompanhar os resultados diariamente. Pesar-se todo dia pode, em alguns casos, ajudar a monitorar o comportamento alimentar e, para quem já emagreceu, a vencer o maior desafio, que é manter a linha conquistada. Em média, quem emagrece volta a ganhar dois terços do peso perdido no prazo de dois anos. Pesar-se diariamente pode, nesses casos, ajudar a pessoa a voltar ao bom caminho com dieta e exercícios mais rapidamente, segundo estudo recente realizado por pesquisadores norte-americanos.

Mas nem todo mundo consegue encarar a balança todo dia com tranqüilidade. Mesmo com dieta apropriada e prática de exercícios, o peso sofre flutuações de um dia para o outro e meio quilo a mais eventualmente não significa que houve ganho de meio quilo de gordura. Essa flutuação pode, simplesmente, mostrar que houve retenção de líquido no organismo.

Quando isso acontece, a reação pode ser de frustração e desapontamento. Por isso, Regina acredita que o mais apropriado – tanto para quem está em processo de emagrecimento como para aqueles que já chegaram ao peso desejado – é pesar-se em períodos mais longos, a cada 15 dias, por exemplo. Assim, eliminam-se os sobressaltos diários com as flutuações naturais e consegue-se monitorar o resultado do controle com alimentação.

“A preocupação com o peso não pode se transformar em uma neurose e isso tem mais probabilidade de acontecer se a pessoa subir na balança todos os dias”, afirma a psicóloga, lembrando que se deve levar em conta outros quesitos no processo de emagrecimento, como o ganho de massa como resultado da atividade física, por exemplo.

Ela alerta ainda para o risco que o diabético corre quando se torna obcecado com o peso. Se ele encarar as flutuações como ganho de gordura, pode acabar tomando medidas drásticas em relação ao que vai comer durante o dia e em relação à medicação que utiliza, que se transformarão num problema maior, o do descontrole da glicemia.

“Para lidar adequadamente com o peso, o aconselhável é orientar-se com o médico e com um bom nutricionista porque só uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios é que podem garantir a manutenção do peso em patamar adequado”, conclui a especialista.

Fonte: http://www.diabetesnoscuidamos.com.br/gente_palavra_profissional.aspx?id=154
Foto: Darren Hester

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