Memória também pede exercício

Memória também pede exercício
por Regina Niglio da ADJ

Regina Niglio


A perda ou diminuição da memória, geralmente associada ao avanço da idade, é um processo que pode ser desacelerado com algumas medidas preventivas. Principalmente para o diabético que, segundo alguns estudos internacionais, está mais propenso a desenvolver o mal de Alzheimer – doença que se caracteriza pela degeneração nos neurônios em diversos locais do cérebro, o que acaba por afetar a memória e o raciocínio da pessoa. Fazer alguns “exercícios mentais” pode ser uma forma de evitar ou retardar o surgimento do problema. Veja aqui algumas dicas de como se prevenir, ensinadas pela psicóloga Regina Niglio, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ).

“Além do diabetes, a hereditariedade também pode influenciar no surgimento do mal de Alzheimer e, por isso, quem tem casos na família, principalmente em parentesco próximo, deve ficar ainda mais atento”, explica Regina. Segundo ela, um bom caminho é enfrentar novos desafios que o cérebro nunca tenha enfrentado, como aprender um outro idioma, desenvolver atividades que requerem o uso do raciocínio, dedicar-se a atividades musicais, por exemplo.

Entre os conselhos que dá, Regina começa por enfatizar a necessidade de se manter uma vida social ativa. Aposentar-se e ficar dentro de casa deve ser sempre evitado. Pode-se optar por associar-se a um clube e integrar-se a grupos de jogos ou, até mesmo, desenvolver uma atividade voluntária. A escolha só depende do gosto pessoal e o que vale é manter-se em contato com os outros pelo menos uma parte do dia.

Outra dica é exercitar o “músculo” cerebral: decifrar charadas, fazer palavras cruzadas, montar quebra-cabeças. O negócio é colocar o cérebro para funcionar. Isso significa, também, estar disposto sempre a aprender novas coisas. Um bom caminho pode ser cursar uma faculdade voltada para a terceira idade e hoje há várias disponíveis nas maiores cidades do País, oferecendo toda gama de cursos. Outra idéia é matricular-se em uma escola que oferece “aquele curso que sempre foi adiado”.

Mas, se todo esse esforço for demais, Regina lembra que apenas mudar a rotina já pode ser bom. Mudar os móveis de lugar, mudar os caminhos feitos para ir ao supermercado, escolher outro dia para visitar os filhos, trocar horários para a realização de tarefas costumeiras. Reservar um tempo para conversas com o cônjuge – que antes nem sempre se podia ter por causa da correria do dia-a-dia – e ter sempre um tempinho só para si, para cuidar-se, embelezar-se e, também, refletir.

Nem só com atividades mentais se pode cuidar bem da cabeça. O exercício físico é um excelente auxiliar para a pessoa manter-se ativa e saudável. Não é preciso tornar-se um atleta. Caminhadas – desde que não em ritmo de passeio no shopping – podem ser suficientes para ativar a circulação e manter a respiração e a atividade cardíaca em ordem.

A alimentação também é um fator que pode colaborar para a boa saúde mental, lembra Regina. Alguns alimentos, como o peixe, são ricos em ômega 3, que parece ser benéfico para as células cerebrais. Os antioxidantes, que combatem os radicais livres que aceleram o envelhecimento, podem ser encontrados em verduras de folhas verdes, brócolis e couve-flor, e em sucos de frutas como os de maçã ou uva.

“Ficar atento a suas manias e tentar driblá-las com atividades que tragam bem-estar físico, mental, social e afetivo é a receita adequada para quem quer manter a memória”, finaliza a psicóloga.

Fonte: http://www.diabetesnoscuidamos.com.br/gente_palavra_profissional.aspx?id=141
Foto: Brian Siewiorek

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